Evangelho de João- Osvaldo Polidoro

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“Aquele que chegou a conhecer a Verdade no exterior, esse chegou a conhecê-la no seu íntimo; e aquele que realmente chegou a conhecer a Verdade no seu íntimo, e fez questão de se tornar Puro e Sábio, esse tornou-se acima de formas e de sujeições inferiores; tornou-se UNO e sua esfera de vida é com aqueles que constituem o Verbo de Deus. Eles administram os mundos e suas humanidades”- Dos ensinos essênicos.

Nossa pretensão é falar de um deles, do Verbo da Terra, que é o seu Cristo Planetário. Não Dele em si, que era desde antes que a Terra existisse; mas falar alguma coisa de seus ensinos. Usaremos os textos conhecidos, embora sabendo que Jesus não os escreveu e que foram passados por mãos humanas, tornando-se portanto eivados de falhas interpretativas e compilativas. Vamos aos textos:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele…” – João, cap. 1.

No princípio tudo é ESSÊNCIA DIVINA. A centelha espiritual, uma vez emanada, é preposta à evolução. Quando chega ao grau crístico, ou de UNIDADE, entra na esfera do Verbo, dos espíritos administradores de mundos e de Humanidades. Antes que a Terra existisse, Jesus já era pertencente ao plano crístico, já fazia parte do Verbo, Daqueles que filtram ou executam a Vontade de Deus. A Terra foi criada sob o plano administrativo de Jesus; e sua Humanidade é por Ele guiada. Acima dos Administradores o que paira é Lei Geral, é a Vontade de Deus. Existem questões que somente a Deus cumprem, existindo outras que são da alçada dos Cristos ou Verbos. De qualquer forma e em qualquer caso, a autoridade dos filhos deriva de poderes delegados pelo Pai. Ser ungido ou selado significa estar empossado na autoridade. Quando Jesus veio, os homens não o reconheceram; se O tivessem reconhecido como sendo o Diretor Planetário, por certo não O matariam.

“Houve um homem enviado por Deus, que se chamava João.” – João, cap. 1.

O Velho Testamento refere-se muitas vezes à vinda do Cristo e do Seu Precursor ou preparador do caminho. Elias deveria cumprir essa missão de preparador, bem assim como vir mais tarde, na hora dos trabalhos restauradores. Os serviços de esclarecimento demandam alicerçamentos, edificação e conservação. Para isso devem trabalhar os Cristos e Seus imediatos. Naquela ocasião, cumpria a João dar testemunho da encarnação do Verbo e da Sua função missionária. Foi o que fez.

“Mas a todos os que o receberam deu ele poder de se tornarem filhos de Deus…” – João, cap. 1.

Nada existe que não derive de Deus; tudo é filho de Deus; o que importa é sintonizar com o Pai por envolvimento vibratório. João Evangelista, que também era da Fraternidade dos Essênios, e votado ao Senhor ou Nazareno, jamais escreveria tal absurdo. Jesus veio viver a Lei, exemplificar o Amor e derramar o espírito sobre a carne, conforme estava nos Profetas, e não para fazer aquilo que não era preciso fazer, por ser feito de sempre. E se de fato assim escreveu, cometeu apenas um absurdo. Todavia, cumpre saber, de oitenta e sete livros escritos sobre Jesus, Jerônimo, o que fez a Vulgata Latina, escolheu vinte e oito, tendo resumido estes vinte e oito nos quatro conhecidos. O Evangelho de Jesus, por todos os modos puro e verdadeiro, foi a Sua vida, foram os Seus feitos. De resto, andaram metendo na boca de Jesus o que Ele não disse, assim como tirando o que Ele disse, por causa das corrupções e das maquinações que interessavam ao Império e a seus senhores.

“Que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” – João, cap. 1.

A lei das reencarnações é fundamental e comum; portanto, o nascimento e a morte fazem o fenômeno dialético, a complementação cíclica, nada mais. O mundo material fornece o que deve, no quadro das leis, pura e simplesmente. O espírito nasce para três objetivos: ou para expiar faltas, ou para provar condições, ou para cumprir missão. Em muitos casos, misturam-se os fatores.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Filho unigênito do Pai…” – João cap. 1.

Não é unigênito e sim UNGIDO ou SELADO, conforme a linguagem esotérica, usada pelos Kabalistas, Essênicos, Órficos e Sibilinos. Espírito de alçada hierárquica Crística, sempre reencarna para fins messiânicos superiores – Verbo ou filtração em grau altíssimo da Vontade do Pai.

“Por que a Lei foi dada por Moisés, a Graça e a Verdade foram trazidas por Jesus Cristo.” – João, cap. 1.

As Fraternidades Esotéricas chamavam o culto da Revelação de Graça e de Verdade; Jesus tinha por função messiânica derramar do espírito sobre toda a carne; isto é, escancarar as portas dos Cenáculos Iniciáticos.

“Eis aqui o Cordeiro de Deus, eis aqui o que tira o pecado do mundo.” – João, cap. 1.

Maior erro não poderia ser proferido. A cada um será dado segundo as suas obras; cada qual é em hierarquia, aquilo que se fez por envolvimento. Todos temos o Reino do Céu dentro de nós mesmos e devemos desabrochá-lo à custa de trabalhos e de conquistas íntimas, amorosas e sábias. Jesus veio ensinar o Caminho Redentor, a Doutrina Certa. De resto, como Ele ensinou, quem errar terá que pagar até o último ceitil. Quem disse que João Batista, um Essênio e Nazareno, iria proferir tais palavras?

“Aquele sobre que tu vires descer o Espírito, e repousar sobre ele, esse é o que batiza no Espírito Santo.” – João, cap. 1.

O Velho Testamento está repleto de tais anunciações. Jesus receberia do Pai a promessa do espírito e o derramaria sobre a carne. Lede o livro dos Atos e as Epístolas, que tais escritos dão fartos testemunhos da missão cumprida por Jesus.

“Então os dois discípulos, quando isto lhe ouviram dizer, foram logo seguindo a Jesus.” – João, cap. 1.

João Batista foi enviado, quando menino ainda, ao Cenáculo Essênio que estava situado nas fronteiras do Egito. Porque fora o reencarne de Elias anunciado e as ordens cumpridas. Quando saiu anunciando a chegada do UNGIDO e a sua função messiânica, fê-lo com vários elementos Essênios e alguns outros que se viram atraídos pela sua personalidade, conduta e propósitos. Quando apareceu Jesus, vindo daquele Cenáculo que se achava às margens do Mar Morto, onde também João Batista estivera algum tempo, tendo João anunciado e apontado o UNGIDO, os seus discípulos foram-no abandonando e seguindo a Jesus.

“Na verdade, na verdade vos digo que vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.” – João, cap. 1.

Jesus, que tinha o Espírito sem medida, que era médium completo, Verbo ou filtro perfeito da Vontade de Deus, iria dar provas de tudo quanto fosse atinente à Revelação ostensiva, que lhe cumpria deixar como base da Igreja. Os Essênios tinham pleno conhecimento de tudo isso; mas Jesus veio para tornar essa Verdade ao alcance de todos. Fazia então, três mil e duzentos anos que o Povo chamado Escolhido esperava o Cristo, Aquele que executaria a celeste promessa. Anjo e espírito, na linguagem bíblica, são termos equivalentes.

“O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito, é espírito. Não te maravilhes de eu te dizer: importa-vos nascer outra vez.” – João, cap. 3.

Exposição em síntese, da lei das vidas sucessivas; a dialética Espírito e Matéria, agindo em processo ambivalente, como era doconhecimento das Fraternidades Esotéricas. Hoje, como naqueles dias, aceitam a melhor verdade aqueles que evoluíram a ponto de poderem fazê-lo. Ninguém pode ser condenado, pelo fato de ser involuído e incapaz de compreender as leis fundamentais.

“Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e que damos testemunho do que vimos, e vós, contudo isso, não recebeis o nosso testemunho.” – João, cap. 3.

Nunca deixará de haver choque entre a Grande Verdade e as verdades pequeninas ou mentirosas que são do rol humano. Por isso mesmo, quem tiver melhores verdades para expor, que se prepare para ser até mesmo martirizado. Antes foi assim; naqueles dias foi assim; posteriormente continuou assim. Até quando continuará assim?

“Porque aquele, a quem Deus enviou, esse fala palavras de Deus; porque não lhe dá Deus o espírito por medida.” – João, cap. 3.

Ter o espírito de Deus, para os membros da Fraternidade Essênia, era ter dons mediúnicos ou ter faculdades proféticas. No velho testamento estava escrito que o Messias viria com o Espírito de Deus, sem medida. Nem poderia ser de menos, na Sua função de Verbo Divino ou Executor da Vontade de Deus.
Ninguém estranhe o fato de fazermos referências a certos textos; existem muitas contradições e afirmações absurdas, coisas que nunca teriam saído da boca de Jesus ou da escrita de alguns discípulos.

“Mas a água que eu lhe der, virá a ser nele uma fonte de água, que salte para a vida eterna.” – João, cap. 4.

A água de que Jesus foi o divino portador é a Excelsa Doutrina, constituída, como temos repetido, de Lei, de Amor e de Revelação. Quem seguir Seu Exemplo, certamente colherá seus frutos. Depois de entregar o que Lhe cumpria, Jesus espera que cada qual cumpra com o seu dever. Ele não é responsável pelas liberdades de quem quer que seja. Não veio remir pecados e sim ensinar o Caminho da Libertação. Não se façam confusões, pois ninguém abalará jamais os fundamentos da Verdade.

“Deus é Espírito: e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram.” – João, cap. 4.

Esse preceito encerra todas as verdades já conhecidas e por conhecer; é a chave geral, é a medida que abrange todas as medidas. Entretanto, ninguém de um salto irá a semelhante grau de adoração, de perfeição sintônica. Infelizes, porém, aqueles que se propuseram ao retardamento, próprio ou alheio, ou por fazerem da fé meio de vida e coisas piores.

“A minha comida é fazer eu a vontade Daquele que me enviou, para cumprir a sua obra.” – João, cap. 4.

Podemos compreender a ORDEM ADMINISTRATIVA DO COSMO, pensando assim:

1. Deus ou Essência Divina: Ponto de Partida de tudo e de todos e Lei Geral do Cosmo;
2. Os Cristos ou Verbos: espíritos de elevada hierarquia, cumpridores ou executores da Soberana Vontade;
3. Imediatos dos Cristos ou Verbos: os auxiliares dos Diretores de meta-galáxias, de galáxias, de sistemas planetários e de planetas, cuja gradação decrescente é vastíssima.
4. As humanidades planetárias em geral, cuja obrigação máxima é obedecer às leis e às Autoridades, a fim de se tornarem cada vezmais próximas da perfeição. Nos Cristos encontrarão os Modelos de conduta, e, de modo geral, a noção da UNIDADE EMANADORA E DETERMINADORA.

Com um pouco de bom senso e alguma prudência, fácil será reconhecer a posição dos Verbos e dos seus tutelados; o mais tudo é questão de viver o conhecimento.

“Vós, se não vedes milagres e prodígios, não credes.” – João, cap. 4.

A brutalidade da matéria empece o espírito; somente a evolução o fará capaz de saber e sentir as verdades sublimes e, por isso mesmo, torná-lo naturalmente afim com a UNIDADE. Sem crescer no íntimo, onde se deve dar o fenômeno de Celeste Conexão, ninguém poderá gostar das Verdades Divinas. O espírito bruto pede e deseja provas brutas.

“Foi este o segundo milagre que Jesus obrou, tendo vindo da Judéia para Galiléia.” – João, cap.4.

Na Ordem Divina não existem milagres e nem mistérios; existem poderes Divinos e ações espirituais que se estribam em leis fundamentais. Os fenômenos mediúnicos sempre foram tidos por milagrosos pelos indivíduos ignaros. Jesus tinha ao redor as falanges angélicas ou espirituais e fora o médium mais completo, O Sem Medida, como estava escrito nos profetas. Além disso, os Apóstolos e muitos outros forneciam fartos elementos de valor mediúnico, para a produção de tais fenômenos.

“Porque um anjo do Senhor descia em certo tempo ao tanque, e movia-se a água.” – João, cap.5.

A Bíblia inteira é uma seqüência de fenômenos mediúnicos, de testemunhos sobre as manifestações dos anjos ou espíritos. Somente os cegos propositais é que nunca enxergam coisa alguma. Resistir contra a comunicabilidade dos espíritos sempre foi o forte das cleresias idólatras e mercantilistas.

“Hoje é Sábado, não te é lícito levar a tua cama.” – João, cap. 5.

Para Deus e para os Verbos não existem dias e nem horas, porque tudo sabem e procedem à base de eternidade, de infinidade. Os espíritos medíocres é que vivem para formalismos e ronceirismos pagãos, sendo por isso capazes das maiores aberrações, até de crueldades, para satisfazer aos caprichos sectários e idólatras.

“Olha que já estás são; não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior.” – João, cap.5.

Testemunho dado por Jesus, sobre a lei da Causa e Efeito. Não existe o perdão, mas a paga até o último ceitil e a continuação no rumo da Pureza e da Sabedoria. Também não existe quem perdoe pecados por conta da Lei ou da Justiça de Deus. O Cristo veio trazer a Graça e a Verdade para toda a carne, e não para derrogar as leis fundamentais do Cosmo. Jesus não é o responsável de muita coisa que Lhe pretendem atribuir. Ele veio para Exemplo de Ordem e para cumprir a promessa do batismo de espírito. É Despenseiro Fiel e Prudente e não detrator de leis.

“Eu não recebo dos homens a minha glória.” – João, cap. 5 .

Ai de quem se fia nas glórias humanas! Ai daqueles que confiam nas benesses que findam no túmulo! E os Verbos, mais do que ninguém, sabem que só é verdadeira glória a que vem de Deus peloscanais evolutivos; isto é, o Reino de Deus que está dentro de cada um de nós, Reino que cumpre ser exposto por evolução. Quanto ao ser UNGIDO, ou armado de PODERES DELEGADOS, não Lhe deu crédito o mundo, mas não o abandonou o Pai. Importa é ter de Deus o apoio.

“Porque se vós crêsseis a Moisés, certamente me creríeis a mim, porque ele escreveu de mim.” – João, cap. 5.

Jesus foi anunciado a começar de Abraão; Moisés e os Profetas anunciaram a Jesus; e quando Jesus veio, em nome dos Patriarcas, de Moisés e dos Profetas, foi que O cravaram na cruz. Por que? Porque veio cumprir a vontade de Deus!… E quantos pretensos ministros de Deus ainda pensam em termos de Caifaz e Anaz?!…

“E entendendo Jesus que o viriam arrebatar para o fazerem rei, tornou a retirar-se para o monte, ele só.” – João, cap. 6.

Jamais um espírito, em função de Cristo ou Verbo, toma corpo carnal para executar funções terrenas; a função de tais espíritos é trabalhar, no Plano da Lei Geral, pela reintegração cósmica de Seus irmãos tutelados. Das coisas do reino deste mundo, espíritos inferiores é que tratam. Tudo é relativo.

“Porque ele é Aquele em quem Deus Pai imprimiu o seu selo.” – João, cap. 6.

Cristo, Verbo ou Ungido, quer dizer SELADO ou investido de função Altíssima. A Escritura, por causa dos erros interpostos, confunde entre UNGIDO e unigênito. A verdadeira vantagem está na verdade e não nos títulos inexatos e estultos, tanto mais estultos pelo fato de pretenderem encobrir verdades fundamentais, verdades que devem ser respeitadas. Adular é próprio de espíritos tacanhos, é comum nas pessoas inconscientes, que assim pensam iludir e fugir à Lei e à Justiça. Tende cuidado com aqueles que, por ganância e outras fraquezas, inventam dogmas e rituais, simulacros e práticas formais, cuidando que com isso alteram a ORDEM CÓSMICA ou subornam a Vontade de Deus, para receberem de favor aquilo que por justiça não merecem.

“Por isso eu vos tenho dito, que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai lhe não for isso concedido.” – João, cap.7.

É lição comum das Fraternidades Esotéricas; ninguém chegará a ser da hierarquia dos Cristos, Delegados, Ungidos ou Verbos, sem crescer no Plano das Leis Gerais. Sem Lei ninguém desabrocha o Céu Íntimo e sem isso ninguém poderá ser jamais Excelsa Autoridade. Aos Cristos cumpre testemunhar as leis fundamentais, nunca porém derrogá-las, por isso mesmo que são os Exemplos Vivos do Amor e da Verdade, da Lei e da Revelação. Fora das leis de Deus, como haver elevação?

“A minha doutrina não é minha, mas é Daquele que me enviou” – João, cap.7.

Já dissemos que Jesus viveu a Doutrina que Deus Lhe deu o encargo de deixar no mundo; Ele foi, em verdade, o Divino Transmissor da Excelsa Doutrina. É muito fácil de compreender, porque a Lei, o Amor e a Revelação, derivam de leis de Deus e Senhor Total; o restante, quando pode ser, é Servo de Deus. Tais são os Cristos ou Verbos.

“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.” – João, cap.7.

Para julgar segundo a reta justiça é necessário crescer e estar a par da RETA JUSTIÇA; no mundo, por enquanto, e sabe Deus até quando, a melhor justiça é apenas facciosa, sectária, idólatra, formalista e mercantilista. Quanto aos que já aprenderam a harmonizar com a Lei, com o Amor e com a Revelação, esses já tomaram as devidas providências, julgando com piedade, com tolerância e perdão.

“Quando vier o Cristo , fará ele mais prodígios do que este?” – João, cap.7.

O povo assim julgava e com sombras de razão. Realmente, além de ser AQUELE QUE TERIA O ESPÍRITO SEM MEDIDA, como diziam os Profetas, era o mais categorizado espírito planetário e investido da maior função de todos os tempos. As legiões de Deus O rodeavam, para Lhe executar a vontade, no âmbito da Lei.

“Nunca homem algum falou como este homem.” – João, cap. 7.

Todavia, Jesus veio ao mundo para trazer a todos as verdades conhecidas pelos Cenáculos Esotéricos, com os acréscimos de Seus Poderes Espirituais, daquela parte que decorria de sua Alta Hierarquia e função missionária. Se tivessem deixado tudo como Ele disse, nunca haveria lugar para cleresias político-econômicas e outras farsas no seio do Cristianismo. Porque a Lei, o Amor e a Revelação eram dos cultos esotéricos, e , para serem vividas, não são necessários os cleros; estes, pelo contrário, a tudo corrompem e desonram, com suas falsas aparências de culto.

“Eu sou a luz do mundo; o que me segue não anda em trevas, mas terá o lume da vida.” – João, cap. 8.

Nem poderia ser de menos, visto como os Cristos ou Verbos, Ungidos ou Selados, nascem para serem os Exemplos da Verdade, do Caminho e da Vida. Não existe planeta que não tenha o seu Cristo ou Verbo, e todos eles representam a Verdade.

“Eu sou o princípio, o mesmo que vos falo.” – João, cap. 8.

O mesmo que, por determinação da ESSÊNCIA DIVINA ou Deus, contando com Suas legiões de Imediatos, presidiu à formação da Terra; O mesmo que, nas mesmas condições, é o Diretor Planetário, sem ser o perdoador dos pecados e sem ser o responsável pelas liberdades individuais. Porque, no Espaço e no Tempo, a Lei prevalece e a cada um será dado segundo as suas obras. E a quem mais conhecer, é certo que mais será pedido.

“E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos livrará” – João, cap. 8.

A Verdade a ser conhecida está fundamentada nas seguintes bases: o Emanador, a Emanação, o Espírito, a Matéria, a Imortalidade, a Responsabilidade, a Evolução, a Reencarnação, a Revelação, a Pluralidade dos Mundos, a Lei Equilibradora e a Virtude. Quem chega a conhecer a Verdade, pelos canais da Evolução, é aquele que se libertou. Ele formará com os Cristos ou Verbos, tomando parte na Administração do Cosmo. A lição de Jesus foi para todos os tempos; quando a Terra for aquela Jerusalém sem portas, então vereis até onde as palavras de Jesus foram completas e por demais extensas para aqueles dias em que foram proferidas. Porque uma coisa é conhecer em teoria e outra coisa é realizar no íntimo.

“Em verdade, em verdade vos digo que se alguém guarda as minhas palavras, não verá a morte eternamente.” – João, cap. 8.

Sentença de integral sentido esotérico; ficar com as palavras é ficar com as leis, que os Cristos ou Verbos representam. É ficar igual, é ser UNO COM O PAI, é ultrapassar os limites da lei de Reencarnação. Se nascer, como Jesus o fez, será por vontade própria e para ter integral certeza de tudo. Será Divino o Ato de Renúncia. Todavia, falar no Cristo não é guardar a Sua Doutrina… Muitos dirão Senhor! Senhor! e irão para as trevas exteriores… Por um Cristo que veio ao mundo e foi crucificado pelo mundo, milhões de negociatas e de malabarismos criminosos já se levantaram. Em nome da Verdade, a mentira faz livremente e endossada pelas ditas religiões clericais, toda praça de erros e de absurdos. Como, pois, não irem parar nas trevas os mesmos que exclamam Senhor! Senhor!?

“Este homem, que não guarda o sábado, não é de Deus.” – João, cap.9.

Tudo quanto é material e formal é para servir o espírito e não para ser senhor do espírito. Entretanto, isto não é do entendimento dos espíritos medíocres. Nem dos medíocres espontâneos e nem dos propositais; porque aqueles que inventam dogmas e idolatrias, formalismos e rituais, para disso fazerem mercado ou meio de vida, são medíocres propositais. Para a Lei de Deus, para o Amor dos Cristos e para a Revelação Consoladora, não existem sábados e nem formalismos.

“Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador.” – João, cap. 9.

A presunção dos proprietários de religiões é fonte de atos ridículos; a Verdade é para eles mentira e a mentira é posta no lugar da Verdade. Saíram do Templo os assassinos de Jesus, como continuam a sair dos Templos as perseguições contra a Verdade. Para haver Religião Pura, não se a pratique em benefício de orgulhos, de vaidades, de posições mundanas, do bolso e do estômago. Ainda assim, muito zelo pela Lei, porque vastos são os caminhos do erro e da mentira, quando querem mesmo arrastar o homem pelas suas fraquezas. Quanto aos crédulos em geral, melhor é que procurem conhecer por si mesmos, do que se entregarem às lábias e às maquinações daqueles que de tudo fazem comércio, pretendendo passar por aquilo que não são.

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas…” – João, cap. 10.

Contrariando os padres, ou senhores do Templo, Jesus marchava em linha reta na direção do Seu messianato. Daria mesmo a Sua vida pelo cumprimento do dever. Como porém o Seu pastorado não teria e não tem fim, ( enquanto a Terra não for o mundo perfeito que deverá vir a ser ) eis que voltaria como espírito, para dar início à Igreja Viva, edificada sobre a Revelação. Vide o livro intitulado“ LEI, GRAÇA E VERDADE”.

“Eu e o Pai somos uma mesma coisa.” – João, cap. 10.

Jesus nunca falou que era igual individualmente, e sim como REPRESENTANTE; é a função dos Cristos ou Verbos, Ungidos ou Selados. Em Doutrina, fora o Divino Transmissor, afirmando que nada fazia de si mesmo. Todos viremos a ser assim.

“Eu disse: vós sois deuses.” – João, cap. 10.

Jesus reportou-se ao que se acha escrito nos Salmos. A Sabedoria das Fraternidades Esotéricas ensinava perfeitamente. Um Emanador e uma Emanação; o que vem de Deus é semi-deus. Sem perder a individualidade, o espírito passa a ser filtro da Soberana Vontade. Tais são os Cristos e Verbos; isto é, UNIDOS COM O PAI. A única importância é a evolutiva, porque ninguém chega a ser UNO sem progredir. Não existem favores e nem desaforos em Deus e Suas leis regentes.

“O Pai está em mim e eu no Pai.” – João, cap. 10.

Sendo Cristo a Síntese Geral, simboliza a Emanação ou tudo que é filho ou derivado da ESSÊNCIA ORIGINÁRIA ou Deus. Portanto, o Emanador está na Emanação e vice-versa. Aliás, tudo é parte e relação, o Emanador, a Emanação, as leis e as virtudes. Nada é separado, tudo forma o TODO. Apenas, na vastidão incomensurável das manifestações, fracionam-se as mesmas manifestações, especificam-se os elementos e tudo revela suas valências, movimentações e finalidades. No Apocalipse está escrito que o Filho é figura de toda a Obra de Deus. Nem todas as verdades, no entanto, podem ser assimiladas por qualquer espírito; as crianças precisam comer mingauzinhos aguados…

“Eu sou a ressurreição e a vida; o que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” – João, cap. 11.

Verdade simples o quanto justíssima. Síntese da Verdade e Reflexo do Divino Poder, o Cristo ou Verbo significa a emancipação realizada, a colimação espiritual ou a chegada evolutiva. Crer é viver e não apenas ter a certeza teórica; que se entregue o espírito trevoso ao Programa do Cristo, e verá que se plantará das trevas para a Luz Divina. Jesus salientou, porém o seguimento em obras e não em conversa fiada ou simulacros idólatras. O mundo está cheio de bodes que se fingem de ovelhas… Aquela gente de tiaras largas, de vestes fingidas e pomposas, e que aparenta muita autoridade espiritual, cópia exata dos Caifaz e Anaz, ainda vive crucificando a Verdade; isto é, crucificando a Verdade e passando por autoridade, recebendo festejos do mundo.

“Que fazemos nós, que este homem faz muitos milagres?” – João, cap. 11.

Assim ainda pensam todos os tribofeiros religiosos do mundo; se alguém faz alguma coisa, com os recursos do mediunismo e dos espíritos, esse alguém tem o diabo no corpo. Se nada faz e acompanha a cantilena da mentira e da ignorância, então é muito bom cidadão e filho de Deus, no entender deles.

“Nem considerais que vos convém que morra um homem pelo povo, e que não pereça toda a nação.” – João, cap. 11.

A mais vergonhosa das alterações feitas nos textos, ou corrupções, foi dizerem isso que segue ao texto transcrito, que Jesus morreria a bem do povo, e que Caifaz assim profetizou, por ser o pontífice do tempo. Muito ao contrário, ele e os demais achavam que se Jesus não fosse morto, poria a perder o que convinha a eles. Eles crucificaram a Jesus como feiticeiro, como está escrito no Talmud, livro de leis dos rabinos israelitas. A falsificação do texto deu para transformar a palavra assassina de Caifaz em profecia. É vergonhoso, mas é assim mesmo.

“O que ama a sua vida perdê-la-á, e o que aborrece a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.” – João, cap. 12.

Em primeiro lugar, Jesus não falava assim sobre a vida de aquém-túmulo. As referências sobre a eternidade da vida são uma coisa; as referências sobre merecer a paz e as vantagens decorrentes do bem fazer, são outra coisa. A vida é sempre eterna, mas cada qual vai recebendo sempre segundo as obras, não tendo jamais uma só encarnação o mérito de emancipar totalmente o espírito. Amar a vida é dever de todos, é por lei de Deus natural, justo e necessário. Viver porém para o bolso, o estômago, o sexo, o orgulho, a mentira, etc., isso não é amar a vida, é isso tripudiar sobre a vida. Jesus ensinava a aborrecer os vícios nefandos e a cultivar as virtudes emancipadoras. O resto é das falsas traduções!…

“Mas sendo tantos os milagres que fizera em sua presença, não criam nele.” – João, cap. 12.

Ninguém confunda, ao ler, entre o povo e os clérigos; estes é que viam em Jesus o fim das mercâncias vergonhosas, dos abusos que praticavam em concordância com os governantes. Tudo fazia Jesus na rua, no meio do povo, para onde traria o Batismo do Espírito, a Revelação para toda a carne; e os clérigos viam nisso fim de suas gordas mamatas, nada mais. O povo estava com Jesus; mas os donos do povo não podiam estar. É por isso que o caminho do Senhor viveu perseguido até o quarto século, tendo afinal sido corrompido de uma vez.
A seguir vem a ministração do pão e do vinho, que deviam ser tragados em igualdade de condições, pois os Essênios tinham nessa festa, a festa da Reconciliação ou da Amizade. Brigas e alterações, nessa festa deviam ter fim. Em sinal de fraternidade, deviam comer do mesmo pão e beber do mesmo vinho. O restante, que anda pelo mundo, foi inventado para ajoelhar o mundo diante dos beleguins de Roma. Demais, o que se come é para ser largado em lugar escuso… Ninguém deve pretender engolir o Cristo, para depois largá-lo na privada… O Cristo, o que deseja de nós, é que saibamos viver a Lei, o Amor e a Revelação. O resto é asneira. É sujeição a erros, crimes e escravizações.
Os capítulos quatorze, quinze e dezesseis, de João, estão muito referidos em quase todos os livros que constituem A SÉRIE DO CÉU. São fartos em palavras de Jesus sobre o derrame de espírito; isto é, edificação da Igreja Viva, sobre a Revelação tornada pública. O fim das Fraternidades Esotéricas. Tanto que, com o triunfo do Cristo, os Essênios integraram o Caminho do Senhor, guardando fartos documentos em lugares bastante seguros, para testemunhos no porvir.

“Eu estou neles, e tu estás em mim, para que eles sejam consumados na Unidade, e para que o mundo saiba que me enviaste, e que tu os amaste, como amaste também a mim.” – João, cap. 17.

Nenhum dos Grandes Reveladores, ou Precursores do Cristo, deixou de ensinar a LEI FUNDAMENTAL DE UNIDADE; não estamos falando em monoteísmo e sim na VERDADE UNITÁRIA. Não basta ser Monoteísta; é preciso saber que somos emanações da UNIDADE, que na UNIDADE nos movimentamos, evoluímos e viremos a ser plenamente conscientes. Viremos a ser Cristos ou Ungidos, chegaremos a refletir os Divinos Poderes e as Glórias de Deus. Jesus falou em tudo isso e muito mais do que Crisna, Hermes ou Pitágoras e Orfeu; apenas, quem tinha interesse na continuação das corrupções fez o serviço de alteração nas letras ou documentos. E quanto a Jesus, sabendo a Doutrina que deixaria, fundamentada na Revelação, não escreveu; à Revelação cumpriria dizer aquilo que, no tempo, não era possível a Ele ensinar. Roma retardou a expansão dos ensinos que deveriam vir, mas nunca poderia liquidar para sempre a fonte informativa mediúnica. No tempo, como se deu, tudo volveria a ser reposto no lugar. O Espiritismo, bem o sabeis, é o Caminho do Senhor; as bases continuam as mesmas – Lei, Amor e Revelação.

“E primeiramente o levaram à casa de Anaz, por ser sogro de Caifaz, que era o pontífice daquele ano.” – João, cap. 18.

Jesus já havia dito, que debaixo das tiras largas, das pompas exteriores e das aparências religiosas, estes tais escondiam os roubos, as corrupções e os assassinatos. Repetimos, o Céu quer que o homem se livre de toda e qualquer forma de idolatria; para isso lhe enviou o Divino Emissário, para viver a Lei, exemplificar o Amor e trazer para toda a carne a Graça da Revelação.

“Tu não terias sobre mim poder algum, se lá de cima te não fora dado. Por isso, o que me entregou a ti tem maior pecado.” – João, cap. 19.

Não existe autoridade sem responsabilidade. Quem alcança um posto de mando, seja lá de que ordem ou alçada for, na administração do mundo, que tenha muito e muito cuidado com as disposições que tomar. Anaz, Caifaz, Pilatos e muitos outros daqueles dias, como tantos outros de agora, não tiveram tempo, talvez, de pensar em tão grave problema. Poderão, os errados contra o Céu, ludibriar a si mesmos e ao mundo, porém jamais ao próprio Céu.

“Tira-o, tira-o, crucifica-o” – João, cap. 19.

Eis como exclamaram, aqueles que foram pagos pelo Sinédrio, para exigirem a crucificação do Maior Missionário que a Terra conheceu, o Portador da Graça e da Verdade para toda a carne.

“E baixando a cabeça, rendeu o espírito.” – João, cap. 19.

Não convém pensar no nascimento, sem ser para aquilatar dos deveres que cumpre levar a termo; e não convém pensar na chamada morte, sem ser para aquilatar das condições em que o espírito o faça. As falanges ou legiões luminosas envolveram a Jesus, indo Ele passar pelo sono reparador, para como espírito retornar a seguir e prosseguir nos trabalhos, pois Lhe cumpria ainda providenciar o batismo do espírito.

“Não me toques, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos, e dize-lhes que vou para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” – João, cap. 20.

Como diz o capítulo acima, Jesus retornou fazendo-se acompanhar de outros espíritos. Salientou a Sua condição de irmão de todos eles, de igual em ORIGEM, PLANO EVOLUTIVO e FINALIDADE. Sua condição de Cristo ou Verbo é pura questão de evolução e de capacidade funcional. Tratemos de crescer, para merecermos as mais altas funções dentro da Lei; nunca porém para perdoar pecados ou para derrogar o Princípio Fundamental de Equilíbrio. Jesus nunca proferiu certas palavras ou cometeu atos que Lhe atribuem. Ele veio para cumprir Ordens Divinas e não para alterá-las a Seu bel prazer.
Os outros narradores constituintes da SÉRIE DO CÉU, de uma vastíssima obra de esclarecimentos, fizeram completa exposição das verdades que deviam ser apresentadas, através do Consolador. Assim como eu, alguns foram grandes errados, havendo também narrativas de elevadíssimos vultos, que se ocultaram atrás de nomes sem as auréolas históricas. Quem ler a SÉRIE alcançará o conhecimento de muitas e interessantes verdades, além de algumas graças que se hão de revelar, pois foi-nos ordenado assim dizer, sendo exato que assim será feito, porque atrás das centenas de grandes vultos servidores, está a Palavra Impassável de Jesus Cristo.
É muito fácil reconhecer o grau de superioridade do Cristo sobre as Grandes Revelações anteriores:

1 – Ninguém foi tão anunciado como Ele, desde que a Terra existe, desde que Grandes Revelações foram enviadas à Humanidade terrícola. As Revelações vinham em caráter esotérico e em caráter esotérico permaneciam. Ele, entretanto, que foi anunciado desde remotos dias, e no seio dos mais diferentes povos, quando veio foi para trazer a Graça e a Verdade para todos e de maneira toda especial.
2 – Nenhum Emissário vindo, em qualquer tempo, teve um Preparador do Caminho nas condições em que Jesus o teve. Elias, também anunciado desde séculos antes, ( e os dois últimos versículos do Velho Testamento cabem a estas promessas do Céu ) fez-lhe o serviço de Assessor Messiânico, abalando as mentes de toda Israel em favor do Celeste Prometido.
3 – O Precursor e o Precursado surgiram da Escola de Profetas de Israel, a Fraternidade dos Essênios integrou-se no movimento denominado o Caminho do Senhor, vindo seus vultos a se tornarem os baluartes do movimento, enfrentando ódios e perseguições, prisões e martírios.
4 – Ao contrário dos demais e anteriores Reveladores, Jesus Cristo anunciou a Sua volta como espírito, pois somente como espírito é que selaria o cumprimento da promessa do Céu, de batizar toda a carne em Revelação. O acidente da morte foi ultrapassado na função Messiânica do Cristo, pois o Seu testemunho de batizador em espírito, começaria com a Sua própria volta depois da morte.
5 – O Pentecostes resume, a um tempo, a Lei, o Amor e a Revelação; resume a promessa cumprida, a Igreja Viva, instrutiva e consoladora, entregue à Humanidade através de algumas centenas de discípulos. Era a palavra de Jesus que se cumpriria, pois o testemunho da Graça e da Verdade aos poucos atingiria até às extremidades da Terra.
6 – O Espiritismo é, por ser a restauração do Caminho do Senhor, testemunha das verdades proféticas. É Jesus que volta, sobre as nuvens do Céu, para o serviço de espiritualização da Humanidade, antes que chegue a grande hora de separação entre cabritos e ovelhas. Porque haverá essa hora e muitos não herdarão a Terra do Porvir.
7 – Quem quiser prestar atenção verá, como dois fatos históricos se acham em tudo ligados. Em seguida à crucificação do Cristo, deram-se aqueles fenômenos e acontecimentos relatados no Livro dos Atos, pormenorizando os trabalhos iniciais, sendo a comunicabilidade dos espíritos o motivo essencial do movimento. A manifestação mediúnica alertava cérebros e consciências, fazendo avançar a Excelsa Doutrina, convencendo a ponto de fazer mártires, sobrepondo à perseguição e à morte as verdades eternas. E com o Espiritismo dá-se o mesmo, pois embora não mais sejam necessários os martírios, a comunicabilidade dos espíritos é a chave-mestra do renovo espiritual da Humanidade.

Eis alguns dados doutrinários e históricos, que fazem reconhecer em Jesus a Soberania Planetária, a Centralização Diretora, sem termos que fazer comparações de caráter individual, onde Ele teria a dianteira em todos os sentidos, pois ninguém veio autorizado a fazer aquilo que a Ele cumpriu – ser o Divino Portador da Graça e da Verdade para todos, vindo a ser, também, na hora da reposição das coisas no lugar, o Divino Distribuidor de Serviços, em concordância com a Lei, sempre a par com a lei de Causa e Efeito, reflexo pleno da Justiça Integral.
Há um sentido de plenitude, em Graça e em Verdade, que emana forte e sublime da personalidade de Jesus Cristo; é que, contrariando os antigos Grandes Reveladores, foi por Deus devolvido ao seio dos discípulos, para, vencida a morte estabelecer entre os dois planos, contato consolador e instrutivo. A linfa cristalina e pura verte maravilhosa da palavra imortal; em que outro se soube de semelhante estado de Graça e de Verdade? A quem foi conferida semelhante autoridade? Eis a palavra estuante de esplendor, cheia de consolo, que por tantas gerações fora esperada:

“Assim que, exaltado pela destra de Deus, e havendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou sobre nós e a este, a quem vós vedes e ouvis.” – Atos, cap. 2.

E para que não houvesse dúvidas, ou para que ficasse patente que a Doutrina Excelsa vinha para superar e ultrapassar a tudo quanto fosse de todos os tempos oferecido à Humanidade, porque vinha proclamar abertamente as verdades fundamentais, sem mistérios e sem portas fechadas, sem rituais e sem mercantilismos, sem cleresias interruptoras e corruptoras, eis que diz o texto:

“Porque para vós é a promessa, e para vossos filhos, e para todos os que estão longe, quantos chamar a si o Senhor nosso Deus.” – Atos, cap. 2.

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